Saúde alerta para alto risco de letalidade da leishmaniose

Saúde alerta para alto risco de letalidade da leishmaniose

10 de agosto de 2023 Off Por Redação

Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para o perigo da leishmaniose visceral. A enfermidade já registrou 11 mortes no estado, de 2019 a 2022, de um total de 166 casos. Em 2023, não há registros de óbitos.

“A prevenção é possível, e o controle também, mas precisamos da colaboração das Secretarias Municipais de Saúde (SMSs) e, principalmente, da população”, afirma a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), Flúvia Amorim.

Tema da Semana Nacional de Controle e Combate à Leshmaniose, de 8 a 15 deste mês, as doenças zoonóticas (transmitidas dos animais para o homem) são causadas por protozoários do gênero leishmania e incluem ainda a leishmaniose tegumentar, que atinge pele e mucosas.

No entanto, é a leishmaniose visceral, que atinge os órgãos internos, o principal foco da campanha. “É a doença com que a gente tem a maior preocupação, porque ela pode causar formas graves e, inclusive, levar a óbito crianças, idosos e pessoas debilitadas”, acrescenta Flúvia Amorim.

A médica veterinária responsável pelo Programa de Leishmaniose Visceral da SES, Larissa Araújo, também defende a prevenção.

A especialista sugere, para quem mora perto de áreas de mata, o uso de repelente, mosquiteiro, uso de roupas de manga comprida, poda de árvores para manter o ambiente com luminosidade, e limpeza de lixo nos quintais.

Doenças não contagiosas, as leishmanioses são transmitidas pelo mosquito do gênero Lutzomyia, ou mosquito-palha, birigui e cangalhinha. A transmissão ocorre quando uma fêmea do vetor pica cães ou outros animais infectados e, depois, seres humanos.

Diagnóstico

A SES disponibiliza testes diagnósticos aos municípios para a detecção das doenças. Para a leishmaniose tegumentar, o diagnóstico é feito por meio do raspado da lesão.

Já na leishmaniose visceral, é realizado o teste rápido, que pode ser feito no próprio leito do paciente. O Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen) realiza os exames. O tratamento da doença também é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da distribuição dos kits de testes rápido, a secretaria ainda atua no monitoramento da doença, com a elaboração de estratégias, bem como de capacitação técnica de profissionais das SMS.

Quando necessário, a pasta realiza inquérito para leishmaniose visceral canina, com auxílio da unidade móvel de zoonoses, e instala armadilhas para captura do vetor.

Desde 2021, o Ministério da Saúde incorporou as coleiras impregnadas com inseticidas ao SUS como ferramenta adicional no controle e prevenção da leishmaniose visceral.

Os acessórios repelem o mosquito-palha, vetor da doença, e são ofertados aos municípios considerados prioritários. As coleiras devem ser trocadas a cada seis meses.

Em Goiás, entre 2019 e o primeiro semestre deste ano, foram registrados 3.242 casos de leishmaniose visceral canina.

SES – Governo de Goiás