Infantino defende expulsão para jogadores que taparem a boca em discussões
1 de março de 2026Presidente da Fifa ressalta que “só esconde a boca quem tem algo a esconder” e considera punição diferente para culpados que se desculpem
Gianni Infantino acredita que um jogador deve ser expulso caso cubra a boca durante uma discussão, como ocorreu no caso de Prestianni contra Vini Jr. O presidente da Fifa foi enfático ao dizer que só comete esse ato quem tem algo a esconder e defendeu que mudanças ocorram já para a Copa do Mundo. O gestor também refletiu sobre punições diferentes para atletas que se desculpem após esses gestos.
Se um jogador cobrir a boca e falar algo, e isso tiver um impacto racista, ele precisa ser expulso. Obviamente. Nós precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, porque do contrário não precisaria cobrir a boca
— disse o presidente da Fifa em entrevista ao jornal inglês “Sky News”.
Na entrevista, Infantino mencionou a denúncia de Vinicius, caso que aconteceu no dia 17 de fevereiro, durante Benfica x Real Madrid na Champions. Sem citar nomes, o presidente da Fifa reforçou que a situação está sendo investigada pelos comitês responsáveis da Uefa. E que o episódio serviu para mostrar que o regulamento precisa ser mais abrangente.
— Nós estamos constantemente tentando melhor e avançar. Nós precisamos parar o racismo, não podemos ficar satisfeitos apenas dizendo: “É um problema da sociedade, não podemos fazer mais nada a respeito”… Tivemos um caso agora e ele está sendo tratado pelo conselho disciplinar na Uefa. Mas o que surge disso é existem situações que nós não previmos. Porque um jogador ou jogadora precisa cobrir a boca quando fala algo?
No sábado, Infantino participou de uma reunião da IFAB (International Football Association Board), associação internacional que regula as regras do futebol, no País de Gales. O conselho aprovou mudanças para o esporte, como novas funções do VAR, além de anunciar que fará consultas para desenvolver medidas nos casos em que jogadores cubram a boca ao confrontar adversários.
— Claro, quando acontece, precisamos olhar as evidências e analisar. Mas não podemos ficar satisfeitos. É por isso que propusemos na reunião da IFAB que a gente estude mudanças nas regras disciplinares. Sugerimos de mudar antes do final de abril, assim podemos aplicá-las na Copa do Mundo. Eu só não consigo entender. Se você não tem nada a esconder, você não tapa sua boca para falar. É simples assim. São ações que nós podemos e precisamos tomar para lidar com essa luta com seriedade — ressaltou ao “Sky News”.
O presidente da Fifa também defendeu que é preciso uma mudança mais ampla na sociedade e que os culpados tenham direito de se desculpar por terem cometido atos que não gostariam em momentos de “raiva”, por exemplo.
— Talvez também devêssemos considerar não só punir, mas também permitir uma mudança de cultura. permitir que jogadores, ou qualquer um que faça, se desculpem. Você pode fazer coisas que não gostaria de ter feito em um momento de raiva. Pedir desculpa e ter uma punição diferente para seguirmos em frente, poderíamos pensar nisso — afirmou Infantino.
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Por Redação do ge — Londres



