Força Nacional do SUS envia equipe ao Amazonas para apoiar vítimas de queimadas
14 de outubro de 2026Profissionais vão avaliar a capacidade de atendimento da rede de saúde e identificar as necessidades das populações afetadas, incluindo comunidades indígenas; 36 municípios tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal.
O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) ao Amazonas no domingo (11) para apoiar a organização dos serviços de saúde diante dos impactos das queimadas. A missão busca identificar as principais necessidades da rede assistencial e ajudar a manter o atendimento à população atingida.
Em conjunto com gestores estaduais e municipais, os profissionais estão elaborando um diagnóstico da situação. O levantamento considera a disponibilidade de equipes, medicamentos e outros insumos, as condições de transporte sanitário e os fluxos de atendimento nas unidades de saúde.
A mobilização ocorre após o governo federal reconhecer, em 10 de outubro, a situação de emergência decretada pelo Amazonas em 36 municípios.
Equipe avaliará necessidade de reforço na assistência
O trabalho utiliza o chamado Diagnóstico Situacional Vivo, ferramenta que reúne informações dos serviços de saúde, dados de vigilância e observações em campo. Com esses dados, os gestores poderão definir quais medidas são necessárias para atender à população e evitar interrupções na assistência.
Conforme os resultados da avaliação, o apoio poderá incluir orientação técnica, deslocamento de profissionais especializados e instalação de estruturas temporárias, como hospitais de campanha. Essas medidas, porém, dependem da identificação de necessidades e de indicação técnica.
Segundo Rodrigo Stábeli, diretor da Força Nacional do SUS, a equipe precisa identificar os locais onde a rede de atendimento está sobrecarregada ou enfrenta interrupções para dimensionar a resposta federal.
Fumaça aumenta riscos à saúde
A exposição à fumaça dos incêndios pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Por isso, crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial.
A avaliação também vai considerar os efeitos das queimadas sobre as populações indígenas. O trabalho será realizado em articulação com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) envolvidos.
As equipes vão verificar possíveis dificuldades de acesso aos serviços, interrupções no acompanhamento de saúde e necessidades de apoio aos profissionais que atuam nas comunidades.
Origem dos incêndios é investigada
Durante um sobrevoo realizado em 11 de outubro, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, identificou focos de incêndio no interior de áreas de floresta preservada. A observação levantou suspeitas de uso intencional do fogo.
As circunstâncias dos incêndios e a eventual responsabilidade criminal ainda dependem de investigação pelos órgãos competentes. O Ministério do Meio Ambiente reforça que o uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e alerta para os riscos de queimadas durante o período de estiagem.
A atuação da Força Nacional do SUS busca fortalecer a resposta dos serviços públicos diante da emergência e contribuir para que moradores das áreas atingidas continuem tendo acesso ao atendimento médico.
<sup><sub>Fonte: Agência Gov / Ministério da Saúde. Reprodução gratuita mediante citação da fonte.</sub></sup>



