FDA aprova primeiro comprimido da classe de inibidores de PCSK9 para reduzir colesterol ruim
16 de julho de 2026Medicamento oral apresentou redução de até 60% do LDL em estudos clínicos e pode ampliar as opções de tratamento para pacientes com colesterol elevado.
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o primeiro medicamento em comprimido da classe dos inibidores da proteína PCSK9, considerada uma das mais eficazes no combate ao colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. A decisão representa um avanço no tratamento da hipercolesterolemia, já que, até então, os medicamentos dessa categoria eram disponibilizados apenas por meio de injeções.
O novo medicamento, chamado enlicitide decanoate, demonstrou reduzir os níveis de colesterol LDL em até 60% quando administrado diariamente em pacientes que já utilizavam estatinas, segundo os estudos clínicos que embasaram a aprovação regulatória.
Os inibidores da PCSK9 atuam bloqueando uma proteína responsável por diminuir a capacidade do fígado de remover o colesterol da corrente sanguínea. Com a ação do medicamento, o organismo consegue eliminar uma quantidade maior de LDL, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Especialistas avaliam que a versão em comprimido pode facilitar a adesão ao tratamento, principalmente entre pacientes que têm dificuldade em utilizar medicamentos injetáveis ou necessitam de terapias adicionais para controlar o colesterol, mesmo após mudanças no estilo de vida e o uso de estatinas.
Apesar da aprovação nos Estados Unidos, o medicamento ainda precisará passar pela análise das autoridades regulatórias de outros países antes de ser disponibilizado em seus respectivos mercados. No Brasil, ainda não há previsão para a avaliação do produto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no mundo, e o controle dos níveis de colesterol é uma das estratégias mais importantes para reduzir o risco de complicações, especialmente em pessoas com histórico familiar, diabetes, hipertensão ou doença cardiovascular estabelecida.



