Brasil registra 57% de amamentação exclusiva entre bebês de até seis meses acompanhados pelo SUS
18 de agosto de 2026Índice alcançou o maior patamar da série histórica em 2024 e 2025; levantamento parcial aponta avanço para 59% em 2026
O Brasil registrou, em 2025, 57% de aleitamento materno exclusivo entre bebês de zero a seis meses acompanhados pela Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). O percentual está entre os maiores registrados desde o início da série histórica, em 2015. Os dados são do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde.
O indicador considera apenas crianças acompanhadas nas unidades da Atenção Primária do SUS. São classificados como em aleitamento materno exclusivo os bebês que recebem somente leite materno, sem água, chás, sucos, outros líquidos ou alimentos.
O resultado de 2025 repete o percentual registrado em 2024, quando a taxa também chegou a 57%, os maiores índices da série histórica até então. Já o levantamento parcial de 2026 aponta 59% entre os bebês acompanhados pela APS até agosto.
Recomendação é manter aleitamento exclusivo até os seis meses
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que a amamentação seja iniciada ainda na primeira hora de vida e mantida de forma exclusiva até os seis meses. Depois desse período, a orientação é introduzir outros alimentos adequados e continuar a amamentação até os dois anos de idade ou mais.
A amamentação exclusiva significa que o bebê não recebe outros alimentos ou líquidos durante os primeiros seis meses. O leite materno fornece nutrientes importantes para o desenvolvimento da criança e contribui para sua proteção contra infecções.
Atenção Primária tem papel importante
O acompanhamento realizado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) é considerado estratégico para apoiar as famílias durante a gestação, o pós-parto e os primeiros meses de vida da criança.
Segundo o Ministério da Saúde, as equipes da Atenção Primária podem orientar as mães sobre amamentação e oferecer suporte diante das dificuldades que podem surgir nesse período. O acompanhamento também permite monitorar o crescimento e o desenvolvimento do bebê.
Para ter acesso ao acompanhamento da Atenção Primária, a orientação é procurar uma UBS. O atendimento pode começar ainda durante a gestação e continuar depois do nascimento da criança.
Meta mundial é chegar a 60% até 2030
Apesar do avanço observado no Brasil, o país ainda está próximo da meta estabelecida pela OMS para o final da década. A organização estabeleceu como objetivo alcançar 60% de aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de seis meses até 2030.
É importante destacar que o percentual de 57% não representa necessariamente todos os bebês brasileiros. O indicador do Sisvan considera especificamente as crianças de até seis meses acompanhadas pela Atenção Primária do SUS.
Um levantamento nacional diferente, o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), apontou que 45,8% das crianças brasileiras de zero a seis meses recebiam exclusivamente leite materno. Por utilizar metodologia e população diferentes, os números não devem ser comparados diretamente.
Os dados foram divulgados durante o Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.



