Cuidados paliativos no SUS vão além do alívio da dor e incluem apoio às famílias

Cuidados paliativos no SUS vão além do alívio da dor e incluem apoio às famílias

13 de outubro de 2026 Off Por Redação

Hospitais universitários oferecem assistência física, emocional e social a pacientes com doenças graves, com foco na qualidade de vida em diferentes fases do tratamento.

Os cuidados paliativos ajudam pessoas com doenças graves a enfrentar o tratamento com mais conforto, acolhimento e qualidade de vida. Disponível em hospitais universitários da rede HU Brasil, vinculada ao Ministério da Educação, esse tipo de assistência busca aliviar o sofrimento físico e emocional e também oferecer apoio às famílias.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os cuidados paliativos não são exclusivos de pacientes em fase terminal. Eles podem começar desde o diagnóstico, inclusive quando existe possibilidade de cura, e acompanhar diferentes etapas da doença.

Atendimento considera necessidades individuais

A assistência vai além do controle de sintomas físicos. As equipes também avaliam aspectos psicológicos, sociais e espirituais que podem afetar o bem-estar do paciente.

Medo, ansiedade, tristeza, mudanças na rotina familiar e dificuldades financeiras estão entre os desafios que podem surgir durante uma doença grave. Por isso, profissionais de diferentes áreas trabalham para identificar essas necessidades e oferecer apoio adequado a cada situação.

O acompanhamento pode ocorrer em ambulatórios, durante a internação, por teleconsulta ou em domicílio, conforme as condições clínicas e a estrutura disponível em cada serviço.

Pequenos gestos também fazem parte do tratamento

Um exemplo dessa abordagem ocorreu no Hospital Universitário Walter Cantídio, ligado à Universidade Federal do Ceará. Durante o tratamento de um câncer gástrico metastático, Antônio Hildemir Santos, de 58 anos, manifestou o desejo de receber as duas filhas no jardim do hospital.

A equipe ajudou a organizar o encontro, realizado em 2 de outubro. A experiência permitiu que pai e filhas compartilhassem um momento de convivência fora do ambiente do quarto hospitalar.

Iniciativas como essa mostram como o acolhimento pode contribuir para o bem-estar durante a hospitalização. O cuidado também pode incluir atividades de lazer, apoio psicológico, empréstimo de equipamentos para pacientes em casa e acompanhamento de familiares em situações de luto.

Crianças e adolescentes também recebem cuidados paliativos

A abordagem também contempla bebês, crianças e adolescentes com doenças graves. Nesses casos, os profissionais consideram a fase de desenvolvimento, a forma de comunicação e a participação do paciente nas decisões, de acordo com sua compreensão e autonomia.

Entre as iniciativas relatadas por hospitais universitários estão atividades de convivência, comemorações e ações para possibilitar que crianças com necessidades complexas permaneçam em casa quando houver condições para isso.

Fonte: Agência Gov / HU Brasil.