Brasileiros vencem prêmio máximo de campeonato de robótica na Austrália

Brasileiros vencem prêmio máximo de campeonato de robótica na Austrália

14 de julho de 2026 Off Por Redação

Estudantes de Goiânia venceram disputa entre mais de 50 equipes de diversos países. Grupo também criou composto à base de cera de abelha para proteger peças arqueológicas contra a contaminação por fungos.

Oito estudantes goianos venceram o prêmio máximo de um campeonato de robótica realizado em Sidney, na Austrália. Na mesma competição, os alunos do Sesi Canaã, de Goiânia, também desenvolveram um composto à base de cera de abelha para proteger peças arqueológicas contra a contaminação por fungos.

A ideia esteve alinhada ao tema do FIRST LEGO League Asia Pacific Open Championship, de exploração das camadas do solo em busca de descobertas, ideias e aprendizados inspirados na arqueologia.

De acordo com o Sesi, o grupo vencedor, formado por seis meninas e dois meninos, com idades entre 11 e 13 anos, retornou à capital goiana nesta terça-feira (14). Todos são alunos do ensino fundamental, que conta com a disciplina de robótica desde 2010.

O grupo recebeu dois prêmios:

Robot Performance Award: concedido à equipe com a melhor performance técnica e estratégica no desafio do robô;

Champion Award: principal reconhecimento da competição, destinado à equipe que apresenta excelência em todos os critérios avaliados.

A delegação goiana se destacou entre mais de 50 equipes de diversos países. Foi a primeira vez que os alunos participaram da competição.

A disputa consistiu no seguinte: o borrifador foi a parte do projeto de pesquisa em que os alunos precisaram apresentar uma solução inovadora. Chamado de “Pró Bee”, o composto utiliza cera de abelha, extrato de cravo-da-índia e tolueno como solvente para aplicação da solução.

🔍 tolueno é um hidrocarboneto aromático líquido, incolor e volátil. É oriundo do petróleo bruto, mas também pode ser obtido em processos de refino de petróleo e fabricação de coque de carvão.

Alunos criaram uma solução à base de cera de abelha para proteger peças arqueológicas contra fungos e também venceram desafio de robôs — Foto: Divulgação/Sesi-GO

Alunos criaram uma solução à base de cera de abelha para proteger peças arqueológicas contra fungos e também venceram desafio de robôs — Foto: Divulgação/Sesi-GO

Já a parte do robô foi outro outro critério avaliado pela competição, em que os estudantes precisaram construir um robô capaz de cumprir uma séria de missões em uma mesa 

“Além de preservar artefatos arqueológicos, o produto busca reduzir a exposição dos profissionais da área ao fungo do gênero Aspergillus, associado à aspergilose, doença que pode provocar graves complicações respiratórias, especialmente em pessoas expostas de forma contínua ao microrganismo, como arqueólogos”, explicou o Sesi.

Para a diretora do Sesi Canaã, Raqueline Mariano Siqueira, o prêmio vai muito além do troféu, mostrando que Goiás tem capacidade de formar talentos competitivos a nível mundial.

“Mostra que investir em educação, ciência, tecnologia e inovação gera resultados concretos. E esses nossos jovens se tornam inspiração para milhares de outros estudantes”, disse.

Para Raqueline, a conquista internacional também fortalece a imagem do estado como um polo de conhecimento. “Reforça que o futuro da nossa economia passa por formação de pessoas criativas e inovadoras, preparadas para os desafios da indústria e da sociedade”, afirmou.

Por Rafaella Barros, g1 Goiás