Aparecida de Goiânia reduz taxa de mortes em 30% e chega ao 2º lugar em ranking de segurança
3 de novembro de 2026Município avançou oito posições entre cidades goianas com mais de 100 mil habitantes; levantamento aponta queda de 18,2 para 12,68 mortes por 100 mil habitantes
Aparecida de Goiânia passou da 10ª para a 2ª posição entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026. O levantamento aponta que a taxa de mortes considerada pelo estudo caiu aproximadamente 30% entre 2024 e 2025, passando de 18,2 para 12,68 por 100 mil habitantes.
O anuário foi elaborado pela MySide com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde. A classificação compara os indicadores de mortes em relação à população de cada município, permitindo avaliar cidades de diferentes tamanhos.
Aparecida fica atrás apenas de Caldas Novas
Com a nova posição, Aparecida aparece atrás de Caldas Novas, que registrou taxa de 11,59 mortes por 100 mil habitantes. Jataí ocupa o terceiro lugar, com índice de 12,95, enquanto Goiânia aparece na sétima posição, com 15,21.
A taxa de Aparecida também ficou abaixo das médias estadual e nacional. Segundo os dados divulgados, Goiás registrou 17,32 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira ficou em aproximadamente 21,5.
Histórico mostra mudança nos indicadores
A posição de Aparecida variou nas últimas edições do levantamento. Em 2024, com dados referentes a 2023, o município ocupava o sexto lugar entre as cidades goianas consideradas, com taxa de 20,7 mortes por 100 mil habitantes.
Na edição seguinte, baseada nos números de 2024, a cidade caiu para a décima posição, embora o indicador tenha recuado para 18,2. Com a nova redução registrada em 2025, Aparecida avançou oito posições e chegou ao segundo lugar estadual.
Prefeitura destaca integração das forças de segurança
A administração municipal atribui parte dos resultados à cooperação entre a Prefeitura e o Governo de Goiás, à integração das forças policiais e ao uso de tecnologia no monitoramento e na prevenção de crimes.
O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, também destacou iniciativas de monitoramento implementadas ao longo de diferentes gestões. Entre elas, estão projetos como Cidade Inteligente e o sistema Olhos de Águia, que chegou a contar com cerca de 600 câmeras, segundo informações divulgadas pela administração.
Apesar da melhora no indicador, a redução da taxa não significa que os desafios da segurança pública tenham sido superados. Os números representam um recorte estatístico específico e devem ser considerados dentro do período e da metodologia utilizados pelo anuário.
Como o ranking é calculado
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil utiliza registros de mortalidade do Ministério da Saúde e dados populacionais do IBGE para calcular taxas por 100 mil habitantes. A metodologia considera a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde.
O indicador permite comparar a ocorrência de mortes contempladas pelo estudo em diferentes localidades, levando em conta o tamanho da população. Por isso, o resultado do ranking deve ser interpretado conforme os critérios adotados pelo levantamento, e não como uma avaliação isolada de todos os aspectos da segurança pública.
<sub>Fonte: Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 e informações divulgadas pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia.</sub>




